O dia passa.
O sol já não está mais no topo do céu.
Eu escrevo uma carta sem destinatário, sem motivo aparente.
Falo sobre o mundinho que existe dentro de mim. O meu mundinho particular. Das invasões amorosas. As catástrofes ambientais. O assolamento.
Por um instante ouço um riso baixinho que vem da janela.
Uma espiadinha não fará mal algum... talvez.
O primeiro contato com a luz, depois de muito, mas muito tempo (muito tempo mesmo) no escuro é sempre desconfortável.
Fechei os olhos e agora, perto da janela, o riso parecia mais alto.
Insistí, fui abrindo os olhos aos poucos e correram pelo menos uns 3 minutos até que minhas pupilas se ajustassem à claridade.
Olhei para fora, meu queixo caiu.
E fiquei assim.
Sentei na janela e fiquei boquiaberta, obsevando as crianças na rua.
O sol.
O vento.
O sol foi embora e descobrí as estrelas...
Ah, quantos pontinhos.........................
O ar ficou mais frio. A vista mais turva, indecifrável.
Noite misteriosa.
Apesar da tarde bonita, a noite parecia muito mais fascinante.
Dei por mim quando uma voz vinda da cozinha informou que o alimento estava disponível em cima de uma tábua com quatro pernas.
Quatro pernas atraentes esculpidas a mão, com detalhes indescritíveis.
Abandonei a janela e fui buscar uma quantidade de comida que me satisfaria e voltei para o quarto.
A janela não chamou mais a minha atenção.
E eu voltei para a toca no escuro, para terminar a carta sem destinatário.
Assim como a distração me sugou para fora, ela também fez os interesses mudarem.
Um sinal? Quem sabe...
Talvez eu devia estar sob o efeito de açúcares de novo...
De onde veio a energia?
Por que fiz a curva no caminho?
As perguntas vieram e o mundo lá fora....
Ficou lá fora mesmo.
A experiência que me desligou do buraco por todo aquele tempo fez surgir novas questões que me colocaram lá dentro de novo.
A surpresa foi tanta que agora tenho medo de experimentá-la novamente.
Quem sabe o que poderia aontecer?
Será que eu voltaria a ser feliz?
Será que tudo isso que se transformou para eu me tornar o que sou hoje foi efeito da falta de açúcar?
Minha previsão tranquiliza.
Mais dias gastando folhas de papel reciclado.
Talvez eu ainda encontre o rumo certo.
Mas por enquanto... melhor ficar em terreno conhecido, dando voltas, e nós nos dedos até que você venha me resgatar.
É facil ficar esperando, não?
Covarde ¬¬
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Um comentário:
Haha, super mágico *-*
mas me assustei com o final ><
ainda bem que sou sugarfree }}}
;*:
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