sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Andava feliz por aí, quando ví meu nome rabiscado num lugar qualquer...

... Sabe... comecei a pensar novamente....

Pichações são questionáveis.
Elas são legais quando exprimem algum tipo de arte, como desenho ou texto. Acho grafite o máximo e admiro pra caramba. Também adoro chegar no banheiro e dar com uma frase super legal escrita na porta.
Nomes.... bem. Quando é a assinatura do autor da arte, poxa... direitos autorais, né?
Mas xingamentos são um lixo para a minha visão. Mal riscados e vulgares, me deixam para baixo.
Além do mais.... Vai dizer: é covardia!
É muito fácil falar mal de alguém, sem olhar na cara da pessoa "detestada".

Nesses últimos quatro anos, depois da minha primeira crise existencial, tenho aceitado a vida de um modo diferente. Minha vida ganhou um sentido diferente, ou melhor, perdí todos os sentidos e meu sentido é encontrar um.
Comecei a analisar todas as minhas relações sociais: amigos, família...
E iniciei a busca pelo diferente. Não para chamar a atenção, mas para fugir, escapar, me livrar de toda essa chatice comum, rotineira, essa coisa de ser normal, ser controlada por essa sociedade maldita.

Me espanto com as outras pessoas. Meus amigo me conhecem bem. Ou melhor... conheciam, porque agora ando evitando o contato social. Sozinha, ninguém manda em mim, faço as coisas do meu jeito, na hora que achar que é o momento certo! E se houver decepção, a coisa é comigo mesmo. Não preciso ficar pedindo desculpas pra mim mesma por ser grossa! Se a coisa é só comigo, eu resolvo, mas se outras pessoas estão envolvidas... eu não sei como agir, como pedir, como me desculpar, como me comunicar... Ando quase que uma anti social mesmo.
Pois é... não me impressiono com a quantidade de pessoas que dizem não gostar de mim. Eu perdôo, sabe? Nem me conhecem, não sabem de quem estão falando, e quando me vêem com outras pessoas, estou cortando conversas, estressada, xingando algo ou alguém, saindo do grupo para me isolar em um canto para ficar pensando na vida, calada.
Mas essas são pessoas que dizem não gostar de mim (repetindo) porque não me conhecem. Falam isso porque nem sonham em querer se relacionar com uma pessoa que não quer contato social.
Então, essas pessoas me deixam em paz. No meu canto. O que me irrita muito, mas muito mesmo é quando preciso desse contato (para acabar com alguma dúvida que esteja boqueando os meus pensamentos), desse poder de voz, e esses inúteis me jogam pro canto de novo, como se dissessem: "Espera lá, você sempre quieta, e quer falar agora? Aposto que vai criticar. Volta pro teu canto. Assim como você não nos quer, também não queremos você".

Pois é... e as pessoas são assim mesmo. Elas gostam de viver em conjunto e isolam quem critica esse modo de vida. Não posso culpar ninguém por não gostar de mim sem me conhecer. Fala sério! Todo mundo tem o direito de não gostar de alguém.

Mas o que realmente me incomodou, foi o fato de saber que existe gente que me ODEIA e não me conhece.... Foi assim: julgar o produto pela embalagem, entende?
Aquelas letras mal desenhadas...
Quer xingar? Xingue! Direito de expressão!
Mas pichar... foi estranho.

A respeito do que estava escrito... bem. "Quem avisa amigo é". Se eu sou isso mesmo.... então muito obrigada!!!! Você salvou a minha vida!!! Pffff.... Duvido que fosse um aviso.
Raciocina comigo aqui:
Se era um aviso, então o outor é meu amigo. Mas se eu sei que não é meu amigo, então não é um aviso (verdade), mas uma mentira.
Então o autor se entregou! Assumiu-se o mentiroso!

Se era mentira... o autor teria vários motivos para escrever tal coisa. Inveja? Seja lá o que fôr, isso precisaria de uma base, um fundamento. Para detestar alguém, você precisa primeiro ter contato com essa pessoa para depois tirar suas conclusões (ruins) e então detestá-la.
Só que.... como uma pessoa que não me conhece, que nunca se relacionou comigo e tudo o mais pôde tirar a conclusão de que me odeia?
Simplesmente, ela não pode me odiar. Pode não me conhecer e não gostar de mim.
Essa pessoa pode não ter base o suficiente para provar para sí própria o quanto eu sou 'detestável'.
Então, na falta de raciocínio, escolheu o caminho mais rápido (o mesmo que a gente usava quando criança): "te odeio" (dito sem base e fundamento como o: nunca mais brinco com você)

Às vezes, para provar uma coisa para nós mesmos, precisamos manifestr esse pensamento. Transformá-lo em algo concreto.

Resumindo: o pichador não gosta de mim por não ter tido contato direto comigo. Ele não quer gostar de mim (aí entram fatores externos, que não cabem a mim) e a sua cabeça se ocupa com isso (em evitar, reprovar tudo o que me representa, etc.) e precisa provar para sí mesmo que o seu pensamento está focado em não ter relações sociais comigo. Assim, transforma o seu pensamento em algo concreto (as palavras) falando mentiras que confortam a ele mesmo (porque se osse verdade, isso confortaria a mim, e esse não é o objetivo).

No início fiquei chateada por ter visto. Queria ter pegado outro caminho... Evitado aquela cena. Mas pensando o resto do dia no assunto, fiquei feliz.
O pichador conseguiu realmente me atingir. Estragou o meu dia (que fiquei aqui pensando e evitando quem estava a minha volta). Foi um dia um pouquinho "deprê" mesmo.
Mas foi só um dia. Este dia pensando me salvou de muitos outros dias. Com certeza não ficarei tão chocada em outras situações. E melhor ainda. Agora entendo o que me levava a pichar no passado.
Conhecer a sí próprio é o caminho para a vida feliz.
Não posso agradecer o pichador. Afinal de contas, ele não ajudou em nada. Só me deu mais um assunto para pensar.

4 comentários:

Guilherme Heinzelmann Benta disse...

Er, dá bola pros outros nom leva a nada ><

fica bem bem :*:

Guilherme Heinzelmann Benta disse...

OMG AGORA QUE EU ENTENDI!!
VC SE VIU EM OUTRO BLOG :OOOO

><><><

Komari disse...

infelizmente não foi num blog....foi no mundo real mesmo

Guilherme Heinzelmann Benta disse...

putz, relendo o texto isso foi uma P@#% OWNAGE!!!