sexta-feira, 23 de maio de 2008

Uma dor

Músicas velhas... Ainda me consolam. Hoje.
Dia magnífico.
Um pouco de cor nessa vida.

Não é falta de paciência. É cansaço. É triste eu não entender.
Me ajuda!

Esqueço coisas, fico muda, não escuto, isolo, choro, lembro, discuto, bato, mas é só você...
Imploro este sentimento confuso.
Mas cansei de ver a mesma fita. De novo. E de novo.

Você me faz a confusão mais suplicante. E o resto do mundo, me acompanhe no prédio mais alto que eu encontrar.

...

Uma dor aqui. Uma agonia que cresceu. Um grito calado, sufocado, que meu coração prendeu lá no fundo da garganta. Por favor, faça ele sair.

Comprei pão. E ele havia acabado de sair do forno. Momento muito feliz. Pão quentinho... Mas faltou apetite, e eu não comí.

Não como mais, não durmo mais tranqüila, não respiro mais (este grito me sufoca).

Queria poder pegar a bicicleta, e voar de novo. Fazer o vento secar este rosto molhado. E sumir. Para sempre.

Se antes ocupavam-se me menosprezando, hoje faço isso eu mesma. Até entender o que minha vida significa nesse tricô, sou aquela linha falhada, que estraga o trabalho, que sobra.
Anda logo! Mé dá a tesoura!!
Mas ainda não é tempo, porque o fio tem que gastar mais.

Mais músicas.
Desidratação.
Mas não sinto fome.
A angústia me alimenta.

Preciso de mais uma noite.
Só que da próxima vez, prometo pra mim mesma viajar mais. Ir para BEM mais longe. Me perder na música. Um arrepio mais duradouro. Oh... como eu lembro daquela festa. Se não fosse apenas mais uma alma perdida na música. Como era feliz o tempo em que aceitava essas desilusões passageiras.
Mais uma noite!! Me leva com você!!!
Só mais uma noite contigo....

Um comentário:

Guilherme Heinzelmann Benta disse...

cada vez mais difícil :/

(beba água)
respire