Ah, Sol... Que dia bonito!
E aqui da areia da praia você parece ainda mais quentinho, mais brilhante!
Que maravilhosas horas passamos juntos!
Teu calor é tão bom.....
Ei, você tá indo embora?
Por que está tão longe?
Por que tá ficando tudo mais escuro?
Sol... Por que você tá brilhando menos?
O que eu fiz....?
Por que você não diz o que eu fiz?
Ein?
Sol... volta aqui....
Pfff (corre)
Ui.... que água gelada!
Ei, Sol... espera, não fica triste comigo... Me diz o que eu fiz pra você!
Não foge.....
(chora)
Ptf.... Pffff.... Onda idiota!
Ei, Sol.... tá difícil de nadar.... a areia está deixando minhas roupas pesadas, o sal nos meus olhos me cegou.....
Sol! Por que não me espera?!
Eeei... (chora)
Só me diz..... Pffff (onda)
o que eu fiz..... (chora mais)
Não vai sem mim....
...
...
...
Glub.
domingo, 21 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Prisão
O dia passa.
O sol já não está mais no topo do céu.
Eu escrevo uma carta sem destinatário, sem motivo aparente.
Falo sobre o mundinho que existe dentro de mim. O meu mundinho particular. Das invasões amorosas. As catástrofes ambientais. O assolamento.
Por um instante ouço um riso baixinho que vem da janela.
Uma espiadinha não fará mal algum... talvez.
O primeiro contato com a luz, depois de muito, mas muito tempo (muito tempo mesmo) no escuro é sempre desconfortável.
Fechei os olhos e agora, perto da janela, o riso parecia mais alto.
Insistí, fui abrindo os olhos aos poucos e correram pelo menos uns 3 minutos até que minhas pupilas se ajustassem à claridade.
Olhei para fora, meu queixo caiu.
E fiquei assim.
Sentei na janela e fiquei boquiaberta, obsevando as crianças na rua.
O sol.
O vento.
O sol foi embora e descobrí as estrelas...
Ah, quantos pontinhos.........................
O ar ficou mais frio. A vista mais turva, indecifrável.
Noite misteriosa.
Apesar da tarde bonita, a noite parecia muito mais fascinante.
Dei por mim quando uma voz vinda da cozinha informou que o alimento estava disponível em cima de uma tábua com quatro pernas.
Quatro pernas atraentes esculpidas a mão, com detalhes indescritíveis.
Abandonei a janela e fui buscar uma quantidade de comida que me satisfaria e voltei para o quarto.
A janela não chamou mais a minha atenção.
E eu voltei para a toca no escuro, para terminar a carta sem destinatário.
Assim como a distração me sugou para fora, ela também fez os interesses mudarem.
Um sinal? Quem sabe...
Talvez eu devia estar sob o efeito de açúcares de novo...
De onde veio a energia?
Por que fiz a curva no caminho?
As perguntas vieram e o mundo lá fora....
Ficou lá fora mesmo.
A experiência que me desligou do buraco por todo aquele tempo fez surgir novas questões que me colocaram lá dentro de novo.
A surpresa foi tanta que agora tenho medo de experimentá-la novamente.
Quem sabe o que poderia aontecer?
Será que eu voltaria a ser feliz?
Será que tudo isso que se transformou para eu me tornar o que sou hoje foi efeito da falta de açúcar?
Minha previsão tranquiliza.
Mais dias gastando folhas de papel reciclado.
Talvez eu ainda encontre o rumo certo.
Mas por enquanto... melhor ficar em terreno conhecido, dando voltas, e nós nos dedos até que você venha me resgatar.
É facil ficar esperando, não?
Covarde ¬¬
O sol já não está mais no topo do céu.
Eu escrevo uma carta sem destinatário, sem motivo aparente.
Falo sobre o mundinho que existe dentro de mim. O meu mundinho particular. Das invasões amorosas. As catástrofes ambientais. O assolamento.
Por um instante ouço um riso baixinho que vem da janela.
Uma espiadinha não fará mal algum... talvez.
O primeiro contato com a luz, depois de muito, mas muito tempo (muito tempo mesmo) no escuro é sempre desconfortável.
Fechei os olhos e agora, perto da janela, o riso parecia mais alto.
Insistí, fui abrindo os olhos aos poucos e correram pelo menos uns 3 minutos até que minhas pupilas se ajustassem à claridade.
Olhei para fora, meu queixo caiu.
E fiquei assim.
Sentei na janela e fiquei boquiaberta, obsevando as crianças na rua.
O sol.
O vento.
O sol foi embora e descobrí as estrelas...
Ah, quantos pontinhos.........................
O ar ficou mais frio. A vista mais turva, indecifrável.
Noite misteriosa.
Apesar da tarde bonita, a noite parecia muito mais fascinante.
Dei por mim quando uma voz vinda da cozinha informou que o alimento estava disponível em cima de uma tábua com quatro pernas.
Quatro pernas atraentes esculpidas a mão, com detalhes indescritíveis.
Abandonei a janela e fui buscar uma quantidade de comida que me satisfaria e voltei para o quarto.
A janela não chamou mais a minha atenção.
E eu voltei para a toca no escuro, para terminar a carta sem destinatário.
Assim como a distração me sugou para fora, ela também fez os interesses mudarem.
Um sinal? Quem sabe...
Talvez eu devia estar sob o efeito de açúcares de novo...
De onde veio a energia?
Por que fiz a curva no caminho?
As perguntas vieram e o mundo lá fora....
Ficou lá fora mesmo.
A experiência que me desligou do buraco por todo aquele tempo fez surgir novas questões que me colocaram lá dentro de novo.
A surpresa foi tanta que agora tenho medo de experimentá-la novamente.
Quem sabe o que poderia aontecer?
Será que eu voltaria a ser feliz?
Será que tudo isso que se transformou para eu me tornar o que sou hoje foi efeito da falta de açúcar?
Minha previsão tranquiliza.
Mais dias gastando folhas de papel reciclado.
Talvez eu ainda encontre o rumo certo.
Mas por enquanto... melhor ficar em terreno conhecido, dando voltas, e nós nos dedos até que você venha me resgatar.
É facil ficar esperando, não?
Covarde ¬¬
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Fio
Fio pode ser arte nas mãos habilidosas das tricoteiras.
Pode mergulhar no cerol e cortar as mãos dos meninos que empinam pipa.
O fio eletrocuta quando ligado à corrente elétrica.
Ata, junta, conecta quando moldado em um perfeito nó.
Transporta luz, imagens e sons ao redor do mundo.
Laça e imobiliza o cordeiro fugitivo.
Diverte as crianças e exercita.
Pode virar peruca.
Tem a cor que você imaginar.
O fio pode ser reforçado e virar uma corda que salva a vida do alpinista, ou tirar a vida do suicida.
Sou um fio inerte nas tuas mãos. Use e abuse dessa massa alongada que está totalmente à sua disposição.
Pode mergulhar no cerol e cortar as mãos dos meninos que empinam pipa.
O fio eletrocuta quando ligado à corrente elétrica.
Ata, junta, conecta quando moldado em um perfeito nó.
Transporta luz, imagens e sons ao redor do mundo.
Laça e imobiliza o cordeiro fugitivo.
Diverte as crianças e exercita.
Pode virar peruca.
Tem a cor que você imaginar.
O fio pode ser reforçado e virar uma corda que salva a vida do alpinista, ou tirar a vida do suicida.
Sou um fio inerte nas tuas mãos. Use e abuse dessa massa alongada que está totalmente à sua disposição.
sábado, 13 de setembro de 2008
Ventos passados
Sorrisos passados, abraços roubados.
Ciúmes risonhos, muitas lembranças...
Problemas que pareciam não ter solução.
Amizade, talvez.
Incentivos, provocações, segredos, soluções e o fim.
Assuntos resolvidos, conflitos criados!
Como?!
Novas questões.
E onde se encontram todas essas respostas?
Onde as pessoas arrumam tantos motivos? Tantas confusões?
Ganham-se uns, perdem-se outros....
E o jogo continua.
Ao som do apito, voltam as questões.
Com o time reduzido, procuro o "onde" que contém as minhas armas.
Ciúmes risonhos, muitas lembranças...
Problemas que pareciam não ter solução.
Amizade, talvez.
Incentivos, provocações, segredos, soluções e o fim.
Assuntos resolvidos, conflitos criados!
Como?!
Novas questões.
E onde se encontram todas essas respostas?
Onde as pessoas arrumam tantos motivos? Tantas confusões?
Ganham-se uns, perdem-se outros....
E o jogo continua.
Ao som do apito, voltam as questões.
Com o time reduzido, procuro o "onde" que contém as minhas armas.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Mentes brilhantes
Autopsicografia
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(Fernando Pessoa ele-mesmo.Cancioneiro)
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(Fernando Pessoa ele-mesmo.Cancioneiro)
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